O Museu da Vida da Pastoral da Criança participa da 20ª Primavera dos Museus com a nova exposição temporária “O Futuro tem Raízes: a Pastoral da Criança nas comunidades originárias”, de 22 a 27 de setembro. A exposição apresenta o trabalho conjunto desenvolvido pela Pastoral da Criança e pelos povos originários na promoção da saúde e na proteção da infância. A iniciativa destaca o diálogo entre as orientações de saúde, os conhecimentos tradicionais e a ancestralidade indígena, sempre com respeito às culturas de cada comunidade.
Pela primeira vez, o Museu da Vida apresenta uma exposição dedicada aos povos originários. Os objetos expostos são, em sua maioria, presentes oferecidos por comunidades indígenas acompanhadas pela Pastoral da Criança em diferentes regiões do Brasil. O percurso também reúne relatos, notícias e recursos audiovisuais que ajudam a contar a história dessa atuação conjunta.
Entre as trajetórias apresentadas está a de Dona Nivalda, cacique Tupinambá e líder capacitada pela Pastoral da Criança em Olivença, no sul da Bahia. Sua história mostra como o cuidado com as crianças, a valorização da cultura e a defesa dos direitos dos povos indígenas podem caminhar juntos.
“A ideia é utilizar o nosso espaço como um lugar para reconhecimento, pertencimento e acesso à memória para todas as pessoas que participam da Pastoral da Criança, inclusive os povos originários”, contou a mediadora Milena Garcia Calves.
Visitação
A exposição “O Futuro tem Raízes” integra a programação da 20ª Primavera dos Museus, realizada de 22 a 27 de setembro. O Museu da Vida funciona de terça a sexta-feira, das 8h às 17h, e aos sábados e domingos, das 9h às 17h. A entrada é permitida até as 16h.
Os ingressos custam R$ 25 por pessoa, com direito à meia-entrada para os públicos previstos na legislação. Crianças de zero a seis anos não pagam.
Sobre a 20ª Primavera dos Museus
Com o tema “Museus para todas as pessoas”, a 20ª Primavera dos Museus convida instituições de todo o Brasil a refletirem sobre como tornar os museus mais acessíveis, inclusivos, diversos e representativos. A edição amplia o diálogo sobre o direito à memória, ao patrimônio cultural, à participação e ao pertencimento.
Promovida pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), a iniciativa incentiva museus, pontos de memória e instituições culturais a desenvolverem ações que aproximem diferentes públicos, valorizem histórias e identidades e contribuam para a superação de barreiras físicas, sociais, comunicacionais e simbólicas. Mais do que ampliar o acesso, a proposta é construir espaços nos quais todas as pessoas possam se reconhecer como parte da história e do patrimônio brasileiro.

